quinta-feira, 2 de outubro de 2014

POESIA

Deixe-me fugir, andar, berrar,
Deixe-me, no seu ódio, eu me achar,
E voltar para outro lugar, talvez o Canadá,
Para que, talvez, eu, com todo o meu niilismo, possa me deixar te amar.



Pois eu ainda torço, deslocando-me para me encontrar,
Talvez em outra vida tento te procurar, em algum bar ou avenida,
Torcendo, um pelo outro, nessa tristeza suicida,
Para que eu possa morrer e então renascer,
Para, da minha doença, talvez me curar.


Finalmente entendi o significado da poesia,
Minha paixão premeditada e tão utópica,
Tão impossível para mim, com toda a maestria
Dos poetas, com as suas alegorias, alegrias e aposentadorias.
Não sei amar, cuidar, demonstrar, me importar.
Pois sou daqueles que preferem rir para não chorar.



G.F.

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