Deixe-me fugir, andar, berrar,
Deixe-me, no seu ódio, eu me achar,
E voltar para outro lugar, talvez o Canadá,
Para que, talvez, eu, com todo o meu niilismo, possa me deixar te amar.
Para que, talvez, eu, com todo o meu niilismo, possa me deixar te amar.
Pois eu ainda torço, deslocando-me para me encontrar,
Talvez em outra vida tento te procurar, em algum bar ou avenida,
Torcendo, um pelo outro, nessa tristeza suicida,
Para que eu possa morrer e então renascer,
Para, da minha doença, talvez me curar.
Talvez em outra vida tento te procurar, em algum bar ou avenida,
Torcendo, um pelo outro, nessa tristeza suicida,
Para que eu possa morrer e então renascer,
Para, da minha doença, talvez me curar.
Finalmente entendi o significado da poesia,
Minha paixão premeditada e tão utópica,
Tão impossível para mim, com toda a maestria
Dos poetas, com as suas alegorias, alegrias e aposentadorias.
Não sei amar, cuidar, demonstrar, me importar.
Pois sou daqueles que preferem rir para não chorar.
Minha paixão premeditada e tão utópica,
Tão impossível para mim, com toda a maestria
Dos poetas, com as suas alegorias, alegrias e aposentadorias.
Não sei amar, cuidar, demonstrar, me importar.
Pois sou daqueles que preferem rir para não chorar.
G.F.
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