Amando o amarelo,
E só assim para tudo nascer mais belo,
Aprendendo a amar o elo,
Esse nossos corpos cósmicos e físicos,
Este elo que, hoje não restou nada, além de farelos, flagelos.
De frente para esta parede, descascada pelo tempo,
Me vejo, novamente, a pensar no nosso contratempo,
Nesse nosso medíocre passatempo,
De viver, sem viver, semiviver,
Somente uma tentativa, desenfreada, de sobreviver,
Tudo isso fruto de nosso medo, e desejo, de sustentar
Ou perder essa nossa ideologia egoísta,
Evitando, se recusando, cada vez mais, através de decepções variadas, a sustentar a arte de con-viver.
Pois, amar de verdade, de um oceano de esperanças,
Se mutantificou em um deserto de decepções variadas,
Ó, meu jovens irmãos desiludidos, faremos, então, alianças,
Enquanto vocês desaguam-se de medo em si mesmos, eu rio, eu riu,
Enquanto vocês passarão de temor, eu andorinha,
Enquanto vocês marcham, presos a estes solos secos e inférteis, causado por tamanha vileza,
Eu voo, livre, com tamanha subtileza, com destreza, livre de qualquer tristeza,
Pois, singeleza gera natureza.
G.F.
Nenhum comentário:
Postar um comentário