Maldita burguesia, fedorenta com seus perfumes franceses
Pessoas de narizes empinados, vendo e conhecendo o mundo mas esquecendo de que não são deuses.
Pessoas vis, não-vivos, gastando e amando, a mando de seu dinheiro,
Obrigando, assim, o jovem Pedro a continuar como seu cozinheiro, carpinteiro, leiteiro e porteiro.
Negando a fé na vida,
Para assim pagarem sua dívida,
Fechando o vidro das janelas nos semáforos,
Se negando a ouvir, e sentir, das crianças famintas da rua, os desesperançosos choros,
Sendo assim, desumanizando o seu lado humano,
Através de uma tortura, uma humanizada ditadura,
Para metamorfosear-se em um defunto americano.
Negando assim a alforria aos desalforriados,
Continuando a desferir golpes aos já feridos,
Para mantê-los, deles mesmos, escravos,
Continuando um ciclo de exemplo que eles mantem decididos.
Com esses meus olhos castanho-perdão
Com esses meus móveis vermelho carmesim,
Posso até morar com esta equivocada burguesia,
Mas, peço em oração que a burguesia nunca more em mim.
G.F.
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