quarta-feira, 8 de outubro de 2014

POESIA SEM PUDOR

E nesta nossa transa noturna silenciosa, que é para nem Deus ouvir. Esse meu cabelo despenteado, que é a única prova desse nosso ato de amor e tesão. Me vejo fitando os complexos cachos do cabelo da boceta da menina. E, pelo reflexo do espelho eu contemplo, e aproveito, o meu, e o seu gozo.
A calada madrugada se transforma em uma sala de estar, para este nosso barato hipnótico. E, como lembrança, eu faço esta poesia. Safada, sem pudor, mas poesia. Pois, o sexo, nada mais é do que arte. E a arte não se acumula, a arte não se perde, a arte se transforma.

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