O ódio abraça esses cidadãos desse Brasil verde e amarelo,
Mas é entre o vermelho e o azul que se executa o maldito duelo,
Mas não entre o azul-perdão, focado na amplidão, abolindo a escravidão,
Nem entre o vermelho-paixão, união, energia e excitação,
Mas sim entre o azul dos olhos, jóias e vestidos,
E o vermelho-sangue nas nucas de seus filhos desaparecidos.
Argumento perdido que acerta o seu irmão,
Que cai, com seu corpo desabando-se pelo chão,
O querubim da ignorância e egoísmo corrompe o cidadão,
As palavras sem ideia machucam que nem uma bala,
Mas eis que ele levanta, nenhum arranhão, e tenta se vingar, já preparando o seu canhão.
E todo dia alguém aqui morre, pobre ou preto,
Como se esse fosse nosso decreto, imposto por completo,
Como escrito com suor da testa na dureza do concreto,
E nós achando que nosso trabalho está feito,
Logo após digitarmos dois números numa máquina, perfeito.
Esse é nosso feito, mesmo que estreito e malfeito, meio suspeito,
Mas foda-se, ele foi eleito, agora esperamos e morremos,
Esperando que ele aja com jeito, não há mais jeito.
Pessoas com a divina providência, mas que não luta pra criar sua própria independência,
Estagnados em seu próprio abismo, revolução de canto de cama, por conveniência,
De viver e con-viver com um vilão de terno tecendo suas malditas teias sobre nós,
Suas presas, talvez, por displicência.
G.F.
Blog voltado à exposição de meus pensamentos corriqueiros. Voltado ao colhimento de sementes de pequenas idéias que brotam em minha mente, ao meu registro do mundo delimitado pela minha própria ótica e moralidade. Meu pervertido, inútil e deturpado registro. Esse meu endiabrado diário.
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
AMARELO-NATUREZA
Amando o amarelo,
E só assim para tudo nascer mais belo,
Aprendendo a amar o elo,
Esse nossos corpos cósmicos e físicos,
Este elo que, hoje não restou nada, além de farelos, flagelos.
De frente para esta parede, descascada pelo tempo,
Me vejo, novamente, a pensar no nosso contratempo,
Nesse nosso medíocre passatempo,
De viver, sem viver, semiviver,
Somente uma tentativa, desenfreada, de sobreviver,
Tudo isso fruto de nosso medo, e desejo, de sustentar
Ou perder essa nossa ideologia egoísta,
Evitando, se recusando, cada vez mais, através de decepções variadas, a sustentar a arte de con-viver.
Pois, amar de verdade, de um oceano de esperanças,
Se mutantificou em um deserto de decepções variadas,
Ó, meu jovens irmãos desiludidos, faremos, então, alianças,
Enquanto vocês desaguam-se de medo em si mesmos, eu rio, eu riu,
Enquanto vocês passarão de temor, eu andorinha,
Enquanto vocês marcham, presos a estes solos secos e inférteis, causado por tamanha vileza,
Eu voo, livre, com tamanha subtileza, com destreza, livre de qualquer tristeza,
Pois, singeleza gera natureza.
G.F.
E só assim para tudo nascer mais belo,
Aprendendo a amar o elo,
Esse nossos corpos cósmicos e físicos,
Este elo que, hoje não restou nada, além de farelos, flagelos.
De frente para esta parede, descascada pelo tempo,
Me vejo, novamente, a pensar no nosso contratempo,
Nesse nosso medíocre passatempo,
De viver, sem viver, semiviver,
Somente uma tentativa, desenfreada, de sobreviver,
Tudo isso fruto de nosso medo, e desejo, de sustentar
Ou perder essa nossa ideologia egoísta,
Evitando, se recusando, cada vez mais, através de decepções variadas, a sustentar a arte de con-viver.
Pois, amar de verdade, de um oceano de esperanças,
Se mutantificou em um deserto de decepções variadas,
Ó, meu jovens irmãos desiludidos, faremos, então, alianças,
Enquanto vocês desaguam-se de medo em si mesmos, eu rio, eu riu,
Enquanto vocês passarão de temor, eu andorinha,
Enquanto vocês marcham, presos a estes solos secos e inférteis, causado por tamanha vileza,
Eu voo, livre, com tamanha subtileza, com destreza, livre de qualquer tristeza,
Pois, singeleza gera natureza.
G.F.
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
BURGUESIA
Maldita burguesia, fedorenta com seus perfumes franceses
Pessoas de narizes empinados, vendo e conhecendo o mundo mas esquecendo de que não são deuses.
Pessoas vis, não-vivos, gastando e amando, a mando de seu dinheiro,
Obrigando, assim, o jovem Pedro a continuar como seu cozinheiro, carpinteiro, leiteiro e porteiro.
Negando a fé na vida,
Para assim pagarem sua dívida,
Fechando o vidro das janelas nos semáforos,
Se negando a ouvir, e sentir, das crianças famintas da rua, os desesperançosos choros,
Sendo assim, desumanizando o seu lado humano,
Através de uma tortura, uma humanizada ditadura,
Para metamorfosear-se em um defunto americano.
Negando assim a alforria aos desalforriados,
Continuando a desferir golpes aos já feridos,
Para mantê-los, deles mesmos, escravos,
Continuando um ciclo de exemplo que eles mantem decididos.
Com esses meus olhos castanho-perdão
Com esses meus móveis vermelho carmesim,
Posso até morar com esta equivocada burguesia,
Mas, peço em oração que a burguesia nunca more em mim.
G.F.
Pessoas de narizes empinados, vendo e conhecendo o mundo mas esquecendo de que não são deuses.
Pessoas vis, não-vivos, gastando e amando, a mando de seu dinheiro,
Obrigando, assim, o jovem Pedro a continuar como seu cozinheiro, carpinteiro, leiteiro e porteiro.
Negando a fé na vida,
Para assim pagarem sua dívida,
Fechando o vidro das janelas nos semáforos,
Se negando a ouvir, e sentir, das crianças famintas da rua, os desesperançosos choros,
Sendo assim, desumanizando o seu lado humano,
Através de uma tortura, uma humanizada ditadura,
Para metamorfosear-se em um defunto americano.
Negando assim a alforria aos desalforriados,
Continuando a desferir golpes aos já feridos,
Para mantê-los, deles mesmos, escravos,
Continuando um ciclo de exemplo que eles mantem decididos.
Com esses meus olhos castanho-perdão
Com esses meus móveis vermelho carmesim,
Posso até morar com esta equivocada burguesia,
Mas, peço em oração que a burguesia nunca more em mim.
G.F.
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
O SONHO
E é pela defesa das cores erradas que é salvo o dia,
E este é perdido pelas coisas que não se realizam por excesso de mediocridade.
E o genérico homem contempla o espelho de seu fôlego e índole,
E resolve procurar por sua ideologia filantrópica, sido antes soterrada sob seu orgulho e egocentrismo.
Ele cava, esburaca, até desobstruir o gigante e escuro abismo de seu ser,
Para, assim, mergulhar, e se perder, no sonho de seu antagonismo.
Se voltando para o outro, para que, juntos, possam amadurecer.
Este homem banal desnuda-se de sua arrogância para, só então, penetrar e sentir o coração e a essência do sonho.
Vendo, de seus próprios lábios, fugir a vaidade, de suas ideias, de suas autenticidades tão clichês,
Este tenta se desprender, e se prender, a este encantamento medonho.
Mas, de tão encantado, ele procura arrastar, resgatar e preservar este sonho,
Que foi, antes, tão desprezado.
No entanto, perdurante este seu ato de altruísmo e redenção,
Ele é surpreendido por cassetetes, armas, gritos e coerção.
E, banhado em seu sangue e morte, fraca e dolorosamente, ele se retira de lá, ainda com o cheiro da liberdade e do sonho à se propagar.
No entanto, eis que é abandonado um sêmen, que fertilizou esse seu libertário devaneio,
Que se esparramou e difundiu-se em um outro fútil ser-humano,
Gerando, assim, mesmo com o seu fecundador alheio,
A continuidade de seu ideal arcano.
Que continua por toda a eternidade, como sua recordação,
Morrendo e vivendo, na tentativa de realizar-se o irreal.
E este é perdido pelas coisas que não se realizam por excesso de mediocridade.
E o genérico homem contempla o espelho de seu fôlego e índole,
E resolve procurar por sua ideologia filantrópica, sido antes soterrada sob seu orgulho e egocentrismo.
Ele cava, esburaca, até desobstruir o gigante e escuro abismo de seu ser,
Para, assim, mergulhar, e se perder, no sonho de seu antagonismo.
Se voltando para o outro, para que, juntos, possam amadurecer.
Este homem banal desnuda-se de sua arrogância para, só então, penetrar e sentir o coração e a essência do sonho.
Vendo, de seus próprios lábios, fugir a vaidade, de suas ideias, de suas autenticidades tão clichês,
Este tenta se desprender, e se prender, a este encantamento medonho.
Mas, de tão encantado, ele procura arrastar, resgatar e preservar este sonho,
Que foi, antes, tão desprezado.
No entanto, perdurante este seu ato de altruísmo e redenção,
Ele é surpreendido por cassetetes, armas, gritos e coerção.
E, banhado em seu sangue e morte, fraca e dolorosamente, ele se retira de lá, ainda com o cheiro da liberdade e do sonho à se propagar.
No entanto, eis que é abandonado um sêmen, que fertilizou esse seu libertário devaneio,
Que se esparramou e difundiu-se em um outro fútil ser-humano,
Gerando, assim, mesmo com o seu fecundador alheio,
A continuidade de seu ideal arcano.
Que continua por toda a eternidade, como sua recordação,
Morrendo e vivendo, na tentativa de realizar-se o irreal.
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
POESIA SEM PUDOR
E nesta nossa transa noturna silenciosa, que é para nem Deus ouvir. Esse meu cabelo despenteado, que é a única prova desse nosso ato de amor e tesão. Me vejo fitando os complexos cachos do cabelo da boceta da menina. E, pelo reflexo do espelho eu contemplo, e aproveito, o meu, e o seu gozo.
A calada madrugada se transforma em uma sala de estar, para este nosso barato hipnótico. E, como lembrança, eu faço esta poesia. Safada, sem pudor, mas poesia. Pois, o sexo, nada mais é do que arte. E a arte não se acumula, a arte não se perde, a arte se transforma.
domingo, 5 de outubro de 2014
MISE-EN-SCÈNE
Um salve para a verdadeira poesia. Um reflexo de nossas ações e comoções na ponta do lápis.
Pois, para mim, esta é a verdadeira poesia: a homogeneização entre a ideia e a ação, entre emoção e a razão.
E que a alegria e o tempo me gerem o ânimo necessário para que eu possa subsidiar esta podridão e caos que chamamos de mundo.
E que, ao mesmo tempo, essa tristeza deteriorada em meu peito , movida por esta fluída, ingênua e errônea máscara de ator me relembre de que sou mortal, dramático, dionisíaco e torto.
Para que, mesmo com essa minha encenação e gozo perante a vida, eu não consiga tirar, de mim mesmo, esta minha paixão por este umbigo do universo.
Pois, mesmo com toda a alegria do mundo, a tristeza, esta maldita tristeza, não deixa de ser imortal.
G.F.
Pois, para mim, esta é a verdadeira poesia: a homogeneização entre a ideia e a ação, entre emoção e a razão.
E que a alegria e o tempo me gerem o ânimo necessário para que eu possa subsidiar esta podridão e caos que chamamos de mundo.
E que, ao mesmo tempo, essa tristeza deteriorada em meu peito , movida por esta fluída, ingênua e errônea máscara de ator me relembre de que sou mortal, dramático, dionisíaco e torto.
Para que, mesmo com essa minha encenação e gozo perante a vida, eu não consiga tirar, de mim mesmo, esta minha paixão por este umbigo do universo.
Pois, mesmo com toda a alegria do mundo, a tristeza, esta maldita tristeza, não deixa de ser imortal.
G.F.
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
POESIA
Deixe-me fugir, andar, berrar,
Deixe-me, no seu ódio, eu me achar,
E voltar para outro lugar, talvez o Canadá,
Para que, talvez, eu, com todo o meu niilismo, possa me deixar te amar.
Para que, talvez, eu, com todo o meu niilismo, possa me deixar te amar.
Pois eu ainda torço, deslocando-me para me encontrar,
Talvez em outra vida tento te procurar, em algum bar ou avenida,
Torcendo, um pelo outro, nessa tristeza suicida,
Para que eu possa morrer e então renascer,
Para, da minha doença, talvez me curar.
Talvez em outra vida tento te procurar, em algum bar ou avenida,
Torcendo, um pelo outro, nessa tristeza suicida,
Para que eu possa morrer e então renascer,
Para, da minha doença, talvez me curar.
Finalmente entendi o significado da poesia,
Minha paixão premeditada e tão utópica,
Tão impossível para mim, com toda a maestria
Dos poetas, com as suas alegorias, alegrias e aposentadorias.
Não sei amar, cuidar, demonstrar, me importar.
Pois sou daqueles que preferem rir para não chorar.
Minha paixão premeditada e tão utópica,
Tão impossível para mim, com toda a maestria
Dos poetas, com as suas alegorias, alegrias e aposentadorias.
Não sei amar, cuidar, demonstrar, me importar.
Pois sou daqueles que preferem rir para não chorar.
G.F.
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