De beijo em beijo
E de Karma em karma,
Eu digo “hello” aos meus desejos
E “hasta la vista” à quem me alarma.
E de Karma em karma,
Eu digo “hello” aos meus desejos
E “hasta la vista” à quem me alarma.
Trabalho com a briga de nossas vidas
Pela nossa soltura,
Como duas andorinhas azuis,
Migrando.
Azul, pelo nosso desejo
E migrando pela nossa necessidade
E nosso gracejo,
Pela nossa soltura,
Como duas andorinhas azuis,
Migrando.
Azul, pelo nosso desejo
E migrando pela nossa necessidade
E nosso gracejo,
Soltos,
Em nossa natureza.
Então vamos para o nosso verão
Em outro hemisfério, Mon Amour.
Apenas, para que possamos,
Novamente, migrar,
Sem alguma dúvida ou temor.
Colhendo novos frutos,
Fechando portas,
Mudando ciclos,
Largando rotas,
Trabalhando e vivendo
Desse nosso apego
Pelo desapego.
Em nossa natureza.
Então vamos para o nosso verão
Em outro hemisfério, Mon Amour.
Apenas, para que possamos,
Novamente, migrar,
Sem alguma dúvida ou temor.
Colhendo novos frutos,
Fechando portas,
Mudando ciclos,
Largando rotas,
Trabalhando e vivendo
Desse nosso apego
Pelo desapego.
E em nossas características mais sacanas
E primitivas possíveis
Nos vejo sorrindo
Nesse corredor de migração.
E primitivas possíveis
Nos vejo sorrindo
Nesse corredor de migração.
E eu, com esse meu coração
De poeta,
Sem reboco
Nem acabamento,
Sobrevivo sem passado,
Nem ressentimento,
Desse nosso voo interior.
De poeta,
Sem reboco
Nem acabamento,
Sobrevivo sem passado,
Nem ressentimento,
Desse nosso voo interior.
Nos vemos em nosso próximo verão,
Minha passarinha.
Eu sei, é uma pena...
Só não sei se de andorinha
Ou de alguma ave de rapina.
Minha passarinha.
Eu sei, é uma pena...
Só não sei se de andorinha
Ou de alguma ave de rapina.
Que Ifá nos guie.
G.F.
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