Por favor, não se espante se,
Diferente do corriqueiro,
Hoje, eu não falar.
É porque estou preso
Em meu mundo interior.
Sofrendo,
Sentindo.
Sentindo o que não
Demonstro
E sentindo o que demonstro
Não sentir.
Acho que esse é
O meu maior problema:
É que eu sinto demais.
Sinto a dor dos meus amores
E dos meus desconhecidos.
Sinto a angústia da mãe,
Do pai,
E dos filhos.
E assim vou seguindo,
E me entorpecendo,
E fugindo.
Maldito silêncio,
Mas, por mais odioso
Que seja isso,
É assim que eu,
Sensível e melancolicamente,
Me tenho vivo.
G.F.
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