Porque os versos,
Por mais duro que seja a explosão,
Por mais torturosa que seja a vomitação,
Se auto-escrevem,
Seguindo a fascinante dança
Do que sobrou da ação,
Dos dedos da mão
E os sentimentos no coração.
Escrevo para não ficar só,
Mas nunca fui poeta
De palavras que somem
Com o soprar dos ventos
Ou com o apagar das letras
Nas folhas de papel,
Pela força do tempo.
Sou um poeta das ações,
Da poesia enrustida
Na luxúria,
Na boêmia e
Na vida.
Pois, como dizia o poeta,
"Feche os livros e vá viver"
E pra lá eu fui,
Apenas para poder
Tirar a roupa
Da minha alma,
E desnudar esse
Meu humilde coração,
Para abraçar essa vida
tão bela,
E, tão puramente,
Poética.
G.F.
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