terça-feira, 3 de março de 2015

SEJAMOS MAIS MARGINAIS

A genialidade
Do marginal,
A marginalidade
do gênio.
É o que torna
sua arte e revolução
Tão especial,
Única e
Universal.
Pois, a arte vai e volta.
A arte é inquietação.
E que, mesmo nesse poema
Sem encantação,
Me mostra que
A arte é revolta da massa,
De nós, para nós.
A arte da rua.
A arte É de rua.

E quebraremos
A caretice da sociedade,
Burguesa em sua raíz,
Que paga aos "artistas" 
Pra produzirem por dinheiro.
Pois eu te digo, a rua é o verdadeiro
Ateliê e sarau dos arteiros,
Dos artistas,
Dos melados por inteiro
de poesias e tintas
Nos cabelos.

Que sejamos mais revolta,
Que sejamos mais arruaceiros
E que, no meio dessa
reviravolta,
Sejamos, cada vez mais,
Vivos,
Brasileiros e
Aceitos.

G.F.

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