E a mudança das cores era perceptível,
Com toda a dor no seu peito, enrustida, irredutível,
Esmagadora e imprevisível,
Passava-se, do mundo, na rua, com lentes cor-de-rosa,
Para o cinzento de tua rotineira agonia invisível.
Sua queda no vazio da inexistência,
Provou-me, mais uma vez,
De que nem todos tem o dom da resiliência.
A inesperada subtração de sua existência,
Provou-me, mais uma vez,
De que nem todos, diante da dor, conseguem domar a paciência.
Mas, apesar de meu forte pesar,
Não consigo parar de me perguntar,
E se conseguíssemos mudar essas tais cores,
Seria assim, também, que isso iria terminar?
Eu só espero que, agora, os querubins possam aproveitar de tua presença,
Uma vez que, de você, viveremos todos, agora, em uma hostil abstinência.
A saudade prevalece!
G.F.
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