sábado, 10 de janeiro de 2015

TUDO OU NADA

O magistral do pranto,
de chorar alegria e o agouro
De um geminiano com câncer,
De um canceriano com gêmeos,
Um gêmeo seu com câncer.

A escrita, em minhas mãos,
Nada mais são do que um jeito,
De falar o que não devo
E pensar no que não quero.
É triste saber do que se passa com você,
O arregaçar da morte ao te abraçar,
Eu sem poder estar lá.

E eu,
Na dor da perda,
Ainda não perdida,
Na essência da dor,
Ainda não vivida,
Vou me guiando,
Me entorpecendo,
Através dos meus vícios,
Me achando,
No amor sem amor.
No excesso do vazio.

E, enquanto, eu sou o nada de tudo,
Com você, será no tudo ou nada,
Eu querendo, apenas, poder chorar alegria,
Mas, dando a ultima tragada do cigarro,
Eu sorrio tristeza

G.F.

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