Vivendo da parte inteira das divisões
Morro no mundo, atrás de uns trocados,
Vendo como conseguimos deixar tudo em frações.
Vivo em pedaços,
Me despedaço,
E eu, despedaçando
cada pedacinho
Dessa minha alma mal-lavada,
Me perco no coração de alguns conhecidos.
Eu, muitas vezes, me perdendo no mar,
na imensidão do vazio da sub-existência.
Como alguns corações, que se perdem no meu riacho,
Achando que é rio.
A si mesmo, devora.
Por isso eu prefiro a multidão,
Para poder devorar,
E ser devorado, por todos com aptidão,
E saber que, em cada pessoa,
Há um pedaço meu
E que, nesse pedaço,
Eu me torno, por inteiro, seu.
G.F.
Nenhum comentário:
Postar um comentário