Eu possuía um corcel azul em meu peito. Que obstinado
em sair, em se abjugar desse corpo que não lhe-servia, coiceava meu coração e
minha consciência. Já eu em, todavia, fazia de tudo para sustentá-lo lá dentro.
Despejava-lhe calúnias e paradigmas, enquanto ele repelia com autenticidades e
incertezas. Até que um dia, fraco demais, o-deixei sair. Correu autônomo,
enquanto eu o seguia com os olhos, querendo saber para onde ele iria. Quem ele
optaria para sua incumbência?! Contudo,
ele voltou e estagnou em meu crânio. Foi então que percebi que era a mim que
ele cobiçava, e aceitei. Hoje posso dizer que sou um humilde indivíduo com uma
pequena vaidade para ser filósofo. Ou, quem sabe, sou só um cidadão cansado de
presenciar tamanha tirania e abuso desse corpo social, que antes eu tentava
mascarar. Sou apenas um jovem escritor, com perspectivas de independência, que
se deixou levar pelo seu corcel famélico por justiça e sedento por igualdade,
um jovem sujeito que tem toda a capacidade de alterar essa colocação, e está sentenciado
a fazê-la, ou tentar. Mas não posso fazê-lo desacompanhado. Por tal razão, à
todos tenho uma enunciação: Livrar-se dessas rédeas a que estão presos e não
tenham a fraqueza de abnegar dessa situação catastróficas a qual nascemos
estabelecidos
- Geovane M. Filho
Nenhum comentário:
Postar um comentário