quarta-feira, 27 de março de 2013

MEU CORCEL AZUL...

   Eu possuía um corcel azul em meu peito. Que obstinado em sair, em se abjugar desse corpo que não lhe-servia, coiceava meu coração e minha consciência. Já eu em, todavia, fazia de tudo para sustentá-lo lá dentro. Despejava-lhe calúnias e paradigmas, enquanto ele repelia com autenticidades e incertezas. Até que um dia, fraco demais, o-deixei sair. Correu autônomo, enquanto eu o seguia com os olhos, querendo saber para onde ele iria. Quem ele optaria para sua incumbência?! Contudo, ele voltou e estagnou em meu crânio. Foi então que percebi que era a mim que ele cobiçava, e aceitei. Hoje posso dizer que sou um humilde indivíduo com uma pequena vaidade para ser filósofo. Ou, quem sabe, sou só um cidadão cansado de presenciar tamanha tirania e abuso desse corpo social, que antes eu tentava mascarar. Sou apenas um jovem escritor, com perspectivas de independência, que se deixou levar pelo seu corcel famélico por justiça e sedento por igualdade, um jovem sujeito que tem toda a capacidade de alterar essa colocação, e está sentenciado a fazê-la, ou tentar. Mas não posso fazê-lo desacompanhado. Por tal razão, à todos tenho uma enunciação: Livrar-se dessas rédeas a que estão presos e não tenham a fraqueza de abnegar dessa situação catastróficas a qual nascemos estabelecidos

- Geovane M. Filho

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