segunda-feira, 25 de março de 2013

ACHAVA QUE ERA ÓDIO...

E eu achava que era ódio. O que eu sentia pela maioria das pessoas não era somente uma antipatia, mas sim um sentimento muito mais pleno que tomava conta de mim. Era uma aversão à todos esses depravados seres humanos, sem exceção, nem regalia. Mais aí você se mostrou a mim como uma irrelevante fatalidade de um extremo choque de cordialidade. Seus cabelos formado por delicados caracóis castanhos, que formam um aliciante arranjo com seu sorriso gracioso e ingênuo, me mostraram que ainda poderia apreciar alguem nessa abominável sociedade. Você me fez imaginar, só de estar com você, em conhecer os anjos do mais longíquo céu, e os dêmonios na minha mais profunda escuridão psíquica. Pudia sentir uma extrema sensação de puro êxtase, mas tambem uma perdurável desesperança de que algum dia eu poderia dispor de teu amor. E assim eu durava, sem saber como me explanar, mas querendo conceder minhas entranhas para você estabelecer o que desejar.
- Geovane M. Filho

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