terça-feira, 17 de maio de 2016

(NÃO) PERDOEM NÓS, OS POETAS

Perdoem nós, os poetas, Se nos distanciarmos Dessa conduta demarcada Por cabeças pisadas E por papel contado. Perdoem nós, os poetas, Por sofrermos com os nossos E de usarmos nossos poemas Como navalhas e marretas Para nos salvarmos da ampulheta Nessa selva de lobos.
Perdoem nós, os poetas, Quando começarmos A gritar esperanças por aí, Colocando para sangrar Nossas gargantas E os ouvidos alheios.
Pois, nós, os poetas Consumimos a poesia E o tempo para nós Nos é inútil. Vivemos na busca Do oásis do amanhã...
Pasárgada!!... Onde não precisamos nos humilhar Por comida e um novo lar, Um mundo onde o amor seja lei E onde todos sejam reis. Pois, vivemos do amor e poesia Por isso, Perdoem nós, os poetas Perdoem-nos... Ou melhor... Não perdoem nós, os poetas Perdoa a ti. E nós (não) perdoamos vocês.
G.F.

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