Perdoem nós, os poetas,
Se nos distanciarmos
Dessa conduta demarcada
Por cabeças pisadas
E por papel contado.
Perdoem nós, os poetas,
Por sofrermos com os nossos
E de usarmos nossos poemas
Como navalhas e marretas
Para nos salvarmos da ampulheta
Nessa selva de lobos.
Perdoem nós, os poetas,
Quando começarmos
A gritar esperanças por aí,
Colocando para sangrar
Nossas gargantas
E os ouvidos alheios.
Pois, nós, os poetas
Consumimos a poesia
E o tempo para nós
Nos é inútil.
Vivemos na busca
Do oásis do amanhã...
Pasárgada!!...
Onde não precisamos nos humilhar
Por comida e um novo lar,
Um mundo onde o amor seja lei
E onde todos sejam reis.
Pois, vivemos do amor e poesia
Por isso,
Perdoem nós, os poetas
Perdoem-nos...
Ou melhor...
Não perdoem nós, os poetas
Perdoa a ti.
E nós (não) perdoamos vocês.
G.F.
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