terça-feira, 6 de outubro de 2015

A QUEBRA

A poesia surge da quebra
E a quebra, da poesia.

Pois, quando o mundo
É monarquia,
A poesia vira
Anarquia.

Quando o mundo
É guerra,
A poesia nada mais é
Do que amor,

E quando o mundo
É paz,
A poesia se torna
Dor.

Pois, quando o mundo
Se vê minimalista,
A poesia se torna
Excêntrica e
Exagerada,
Em sua forma mais pirada
De fuga do comodismo.

Porque nada está bom o bastante
Para a poesia.

Pois, poesia é a revolução
No seu grau mais poético
(Im)possível.

G.F.

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