O tempo virou nossa matéria
Virou nossa carne, e fome,
E até seu codinome
Virou, também, paixão.
Quanto tempo ainda nos terá?
Soube que Cronos resolveu atrasar
O nosso tempo,
Pra ficarmos juntos,
Só por mais um segundo,
No nosso delirante passatempo.
E, enquanto eu me jogo
Na sua natural sedução,
Enquanto o meu lado direito
Entra em contradição,
Só fico esperando
Que esse nosso amor violento
Não se transforme em mágoa,
Pois vira o inverso do sentimento,
Oceano sem água.
Pois, de cada coração
Que sacode e transborda, finitos,
O nosso, juntos, colados,
Se torna universo.
Não serei poeta de um amor
Caduco.
E o nosso, jamais será.
G.F.
Soube que Cronos resolveu atrasar
O nosso tempo,
Pra ficarmos juntos,
Só por mais um segundo,
No nosso delirante passatempo.
E, enquanto eu me jogo
Na sua natural sedução,
Enquanto o meu lado direito
Entra em contradição,
Só fico esperando
Que esse nosso amor violento
Não se transforme em mágoa,
Pois vira o inverso do sentimento,
Oceano sem água.
Pois, de cada coração
Que sacode e transborda, finitos,
O nosso, juntos, colados,
Se torna universo.
Não serei poeta de um amor
Caduco.
E o nosso, jamais será.
G.F.
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