domingo, 22 de fevereiro de 2015

RUA



Na escuridão da pseudo-rua
Se via, Nos olhos daquele menino,
De sandália velha,
O reflexo da lua.
Com aquele olhar embaçado,
Pensando distante.

Meio que pressentindo,
Levou seus irmãos
Mais novos pra casa,
Sentindo
Que Lá vinha a desgraça
Na brasa.

Uma discussão,
Um clik cleu,
Uma familiar agressão,
Uma bala disparada pelo
Ódio,
Na palma da mão.
O seu Joaquim do barzin,
Foi quem socorreu,
E viu nos olhos dele quando,
O último suspiro, ele deu.

Vai ser criado sem pai,
Assim como seus pais,
Assim como os pais deles.
Como é que álguem pode morrer
Antes mesmo de viver?

Estando só,
Na mesmice
Desse interminável, e sofrível,
Sofrer.

G.F.

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