A sorte mal-acabada,
De quem trabalha na tora.
Essas pessoas desacreditadas
De que o que não mata, engorda.
De dia, correndo atrás de seu pão,
Para, de noite, suarem opressão.
E nos olhares dessa selva de pedra,
querendo e vendo, do útero
desse nosso país-fome,
Onde meu povo, aliciado
pela desnutrição,
De alma seca, como
nosso chão,
Rezando por irrigação,
Viajando e sofrendo descriminação,
Conseguem (sobre)viver
Rezando, à Deus, gratidão.
E, agora, eu grito,
Pois eles levam a facada e eu
sangro, aflito.
Me roubem, mas não sua saúde e educação,
Para que eles, dentro de suas casas
De barro e papelão,
Não achem que, simplesmente,
nasceram em vão.
Porque dentro desse arrasta-pé
com baião,
Dentro desse caldeirão de cultura, vivência,
Oxente e imaginação,
Eu sou apenas uma concha que
Derrama o que há de bom
No meu sertão.
G.F.
Para, de noite, suarem opressão.
E nos olhares dessa selva de pedra,
querendo e vendo, do útero
desse nosso país-fome,
Onde meu povo, aliciado
pela desnutrição,
De alma seca, como
nosso chão,
Rezando por irrigação,
Viajando e sofrendo descriminação,
Conseguem (sobre)viver
Rezando, à Deus, gratidão.
E, agora, eu grito,
Pois eles levam a facada e eu
sangro, aflito.
Me roubem, mas não sua saúde e educação,
Para que eles, dentro de suas casas
De barro e papelão,
Não achem que, simplesmente,
nasceram em vão.
Porque dentro desse arrasta-pé
com baião,
Dentro desse caldeirão de cultura, vivência,
Oxente e imaginação,
Eu sou apenas uma concha que
Derrama o que há de bom
No meu sertão.
G.F.