Eu Nasci na Bahia, em Salvador,
E, enquanto eu, na infância, fui cordeiro,
Com meu coração preenchido por inteiro
Com todas as formas de dor e amor,
Acabei zarpando fora, para o mundo, sem freio,
Abençoado por Oxóssi, Iemanjá, Iansã e Xangô.
Seguia o que me mandavam fazer,
Mas, jogado ao mundo com esse sangue,
Escorrendo e pingando à dendê,
Logo percebi que tinha algo errado, irmão,
Até que, finalmente, percebi nos livros, e na poesia,
De que eu nasci para estar na contra-mão.
E de que era o tédio, que, para a minha loucura,
É quem dava o fundamental empurrão.
Tudo isso apenas para eu abraçar
Minha nobre e primordial missão:
O movimento, a liberdade,
O amor e a indignação.
G.F.
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