É, chega a ser até levianamente
engraçado. James não tinha o mínimo apreço pelo seu cárcere escolar, não tinha
formado nenhum julgamento específico para tal cólera, apenas sentia. Nunca teve
muitos motivos concretos para reclamar de sua sacramental vida de colegial,
nunca teve genuinamente problemas para se enturmar ou para cativar os colegas,
pois os efetuava com jurisdição e contentamento, já que não gostava de se
encontrar sozinho com seus pensamentos, pois tinha medo de se negar a querer
sair daquele plano. Todavia, talvez não fosse o ambiente que lhe abominasse
tanto, mas sim a notável demência à qual, maiores partes dos jovens, lá
encontrados, exerciam. Ele sentia que não poderia pertencer a toda aquela
burocracia, um ambiente fortemente movido pelo status e pela beleza, formado
por um amplo sistema de homogeneização a qual não importava o que você seria
capaz de fazer, contanto que consiga uma estabilidade econômica na vida. Sempre
fazendo, ou querendo fazer, as mesmas coisas, com as mesmas pessoas, tinham
perdido a coragem, tinham sido absorvidas suas autópsias. Graças ao fomento e
devoção de sua amada mãe, desde cedo tinha um excêntrico gosto pelo saber,
mesmo que muitas vezes esse elevado gosto tenha sido sufocado pela
obrigatoriedade dessas ações, tinha um apego pela leitura e escrita, pela
verbosidade, um fanatismo quase caricatural pelo distinto, o obrigando a ter
uma enorme repulsa de toda aquela repetição exacerbada Sentia que não era
aquilo que o inatingível universo preparara para ele, que não era por aquela
razão que estava no mundo e que perdeu sua viagem até ali. Só sentia que podia
fazer mais, mais por si e pelo coletivo. Afinal, viviam perguntando para ele a
onde ele queria chegar, mas se tinha tantos caminhos na vida, e pouquíssimo
tempo no ar. Jogou tudo para o alto e foi à luta!
- G.F.
- G.F.
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