quinta-feira, 9 de maio de 2013

9 de maio de 2013

   É, chega a ser até levianamente engraçado. James não tinha o mínimo apreço pelo seu cárcere escolar, não tinha formado nenhum julgamento específico para tal cólera, apenas sentia. Nunca teve muitos motivos concretos para reclamar de sua sacramental vida de colegial, nunca teve genuinamente problemas para se enturmar ou para cativar os colegas, pois os efetuava com jurisdição e contentamento, já que não gostava de se encontrar sozinho com seus pensamentos, pois tinha medo de se negar a querer sair daquele plano. Todavia, talvez não fosse o ambiente que lhe abominasse tanto, mas sim a notável demência à qual, maiores partes dos jovens, lá encontrados, exerciam. Ele sentia que não poderia pertencer a toda aquela burocracia, um ambiente fortemente movido pelo status e pela beleza, formado por um amplo sistema de homogeneização a qual não importava o que você seria capaz de fazer, contanto que consiga uma estabilidade econômica na vida. Sempre fazendo, ou querendo fazer, as mesmas coisas, com as mesmas pessoas, tinham perdido a coragem, tinham sido absorvidas suas autópsias. Graças ao fomento e devoção de sua amada mãe, desde cedo tinha um excêntrico gosto pelo saber, mesmo que muitas vezes esse elevado gosto tenha sido sufocado pela obrigatoriedade dessas ações, tinha um apego pela leitura e escrita, pela verbosidade, um fanatismo quase caricatural pelo distinto, o obrigando a ter uma enorme repulsa de toda aquela repetição exacerbada  Sentia que não era aquilo que o inatingível universo preparara para ele, que não era por aquela razão que estava no mundo e que perdeu sua viagem até ali. Só sentia que podia fazer mais, mais por si e pelo coletivo. Afinal, viviam perguntando para ele a onde ele queria chegar, mas se tinha tantos caminhos na vida, e pouquíssimo tempo no ar. Jogou tudo para o alto e foi à luta!

- G.F.

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