Hoje a lua me falou de você.
E o sol fez questão de me mostrar
Que dentro do brilho de teus olhos
O pássaro que mora em meu peito
Iria pousar
Na imensidão de suas finas linhas.
Pois, seus traços são os reflexos
Do amor entre a luz do sol
E o brilho do mar.
Perdendo os sentidos,
Talvez eu até não precise viver
Quando estou a sentir.
Pois, nossos corpos falam entre si
Seguindo o balanço do mar:
Indo e vindo,
Somente a ofegar.
Apenas seguindo nosso atos de amor
O amor, renovando o pecado.
E que nessa vossa imensidão
Eu me achava em nossa indecência.
Mas, nesse nosso jogo de amor,
Sem a necessidade do ter,
Meu peito, finalmente, assumiu a autonomia do meu ser.
E continuo vivendo dessa
Indecência da imensidão,
De haver, em vossa mão,
O meu coração.
G.F.