sábado, 23 de fevereiro de 2013

A MORTE DO MEDO

 Incrível como temos medo das coisas. Vivemos numa sociedade do medo. Temos medo de sair, temos medo do diferente, medo de novas coisas, medo de amar, medo de ser quem somos, ou de quem podemos ser, medo de viver. Mas, principalmente, temos medo de morrer. Engraçado como, pelas vicissitudes do destino, nós aprendemos a temer drasticamente a única coisa que temos como única certeza da nossa existência. Morrer deixou de ser natural, deixou de ser divino ou místico. Virou apenas a temerosa, perversa, virulenta e vilificada morte. Medo de quê? de coisas passageirasMedo. Acordai pessoas, e reivindiquem a coragem de não terem medo. Reconquistem a visagem que um dia abandonou vocês.

- Geovane M. Filho

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

QUEM SOU EU?


Não sei se vivo ou se existo.

Principalmente se vivo.

Porque viver é algo tão natural e monótono.
Afinal, de que serve viver sem existir?

Sou apenas um grande pedaço de carne.
O que é existir?
Sinto que nasci em um lugar errado,
Na época errada.
Enquanto, antigamente, jovens poetas expressavam sua angústia em seus poemas...
Hoje os representantes da nova geração estão mais preocupados com as coisas supérfluas que nos rodeiam.

Sou movido a causar emoções nos humanos.
Acreditando que isso me torna mais importante,

Mais visível aos olhos da minha amada,

E mais compreendido aos olhos da sociedade.

Quem sou eu?
- Ò glorioso destino, se tú está aí, apenas me dê um sinal.
Esperando a resposta da minha imaginação...
Contudo, se a vida fosse fácil, qual seria a graça?
- Geovis Filho